segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

I feel so sad, I feel so blue


Hoje conversava com um amigo muito querido, e ele me disse uma coisa muito verdadeira: tudo tem um preço.
Esse é mais um daqueles clichês que a gente ouve, ouve, até que um dia se encaixa...
Falávamos da minha exigência em relação à vida, às pessoas, aos relacionamentos, etc. Ele me dizia que não suporta ficar sozinho, e eu não suporto ficar acompanhada se não for muito bom. É essa minha mania de querer sempre o melhor!
Além disso, não consigo fazer aquele joguinho de mulherzinha burrinha, frágilzinha, desamparadinha...Óbvio que eu também sou sensível, mulher, tenho meus dias de carência, choro quietinha e preciso de colo. Mas não sei fingir, sou muito feliz na minha companhia: não preciso de rede de proteção.
Eu quero é abraço sincero.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Miséria

Agora há pouco fui no supermercado e fiquei olhando as revistas no caixa. Ainda não consigo acreditar que na capa da Caras estava uma foto do enterro do bebê da Sheila Carvalho. O título era algo como: "Sheila Carvalho enterra seu bebê." Confesso que senti náuseas. Não imagino nada mais bizarro...
Que época miserável é esta que estamos vivendo?

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

"Telemerketing"

Todo mundo passa por isso: toca o celular e no visor aparece um número confidencial. Do outro lado uma pessoa fala contigo com ares de intimidade, e vai te fazendo mil propostas. Às vezes, são operadoras de telefonia, outras vezes, algum amigo da onça foi quem forneceu teu número, e te oferecem limpeza de pele, cursos de inglês a jato, ou algo de igual importância.
Agora o que mais me irrita mesmo, é o português escorreito e o tratamento usado pelos operadores de "telemerketing": "Senhora Fabiana, vou estar transferindo a ligação. Obrigada por aguardar, Senhora Fabiana. Só mais um momento, Senhora Fabiana. Vou estar conferindo seus dados. Qual o número do seu CPF Senhora Fabiana? Obrigada, vou estar registrando seu pedido, Senhora Fabiana. A operadora tal agradece..." É uma grosseria, eu sei, mas geralmente nem deixo a moça de voz anasalada terminar a frase.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Drama auf Deutsch

Ontem fui assistir “A vida dos outros”, um filme alemão que se passa na antiga DDR. A opressão dos personagens sai da tela, e é impossível não participar do drama. Eu senti uma angústia o filme inteiro.
Vários aspectos são interessantes. Um deles é a já famosa precisão alemã: a capacidade de organizar e sistematizar tudo, pro bem ou pro mal. Outro ponto é que o filme - e todo aquele período entre 1961 e 1989 - mostram o quanto o George Orwell estava certo: ali aparece uma mistura de 1984 e de A revolução dos bichos.
Além disso, a Martina Gedeck, minha atriz alemã preferida, esbanja charme! Pra quem ainda não viu, eu recomendo Simplesmente Martha.
Mas o que mais me impressionou, positivamente devo dizer, foi a capacidade de amor que estava escondida ali no membro da Stasi. E isso é um grande alento pra mim, saber que mesmo em épocas de grandes atrocidades, algumas pessoas mantêm a sua condição de ser humano intacta.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Esquecimento


A maior injustiça que Deus fez comigo foi a de esquecer de me dar uma voz como a da Nina Simone...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Hoje é dia de festa

Hoje é sexta-feira! É um dia que por si só já tem uma aura pré-festiva.
Eu sempre adorei sexta-feira, mesmo no semestre passado, em que eu passava essas noites preparando aulas que seriam dadas no sábado, num horário em que poderia estar dormindo...
Minha natureza rebelde, contudo, só se alegra com mais um passeio contra a maré!
Toda sexta-feira traz consigo uma espera: pela noite, pelo chopp, pelo sábado, pelas promessas, por um pouco mais de vida.
Vida não falta, e, mesmo assim, há espaço pro tédio. Eu diria que o tédio é a pausa necessária pra não sobrecarregar todo o sistema...É preciso parar o corpo, já que as idéias não têm freio.
Era isso.