depois de surtos
de loucura alheia respingando
por frestas e panos
preciso de tinta
para encontrar paz
conforto
eixo da frente
encontra o de trás.
na tela não tenho plano
apenas ideia
que se mostra sozinha
vontade só dela.
as cores surgem
sem previsão
contornos desfeitos
perfeitos
sem chão.
não existe prévia
esboço
ideia.
combustão espontânea
descontrole
descoberta.
domingo, 12 de julho de 2015
quinta-feira, 2 de abril de 2015
da infância
eu sei que parece mentira
mas dez anos passam
enquanto a gente se vira.
e só depois
a gente entende
o que a vida quer:
a vida pede tempo.
e quando a gente entende isso
começa a olhar prá frente
e a querer tudo agora
urgente.
bate na gente
uma pressa de criança
que com todo o tempo pela frente
pensa que 10 minutos
duram para sempre.
atropela o corpo da gente
aquela pressa da infância
que não sabe esperar
quer comer logo a sobremesa
antes mesmo de jantar.
mas dez anos passam
enquanto a gente se vira.
e só depois
a gente entende
o que a vida quer:
a vida pede tempo.
e quando a gente entende isso
começa a olhar prá frente
e a querer tudo agora
urgente.
bate na gente
uma pressa de criança
que com todo o tempo pela frente
pensa que 10 minutos
duram para sempre.
atropela o corpo da gente
aquela pressa da infância
que não sabe esperar
quer comer logo a sobremesa
antes mesmo de jantar.
domingo, 8 de março de 2015
L de Luiza
L de Luiza
Que em dias incertos
é temporal
em outros
apenas brisa.
Luiza que me confronta:
cobra um poema
que faça sentido
que faça dela a estrela.
Luiza que me tem
mais do que imagina
que é brilho nos meus olhos
a lembrança mais amena.
Luiza que eu quero
bem e muito mais.
Luiza que eu amo
mesmo quando briga
e me obriga a partir
sem beijo
e sem despedida.
Que em dias incertos
é temporal
em outros
apenas brisa.
Luiza que me confronta:
cobra um poema
que faça sentido
que faça dela a estrela.
Luiza que me tem
mais do que imagina
que é brilho nos meus olhos
a lembrança mais amena.
Luiza que eu quero
bem e muito mais.
Luiza que eu amo
mesmo quando briga
e me obriga a partir
sem beijo
e sem despedida.
sábado, 31 de janeiro de 2015
vida no asfalto
perder um amor
é pior que morrer.
é ter que seguir a vida
com o peito vazio
escondendo a ferida.
noites e dias
sem sentir o teu cheiro
e a tua saliva.
usando a razão pra explicar
o que não tem explicação.
buscando outras peles
sem nenhuma paixão.
te vendo dobrar a esquina
só no verniz dos meus olhos.
tomar banho sozinha
na imensidão do chuveiro
da banheira vazia.
mas a vida é mais forte
e sempre encontra um jeito
de brotar no asfalto
por fora
e por dentro.
é pior que morrer.
é ter que seguir a vida
com o peito vazio
escondendo a ferida.
noites e dias
sem sentir o teu cheiro
e a tua saliva.
usando a razão pra explicar
o que não tem explicação.
buscando outras peles
sem nenhuma paixão.
te vendo dobrar a esquina
só no verniz dos meus olhos.
tomar banho sozinha
na imensidão do chuveiro
da banheira vazia.
mas a vida é mais forte
e sempre encontra um jeito
de brotar no asfalto
por fora
e por dentro.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
afagos avulsos
equilíbrio abalado
encontro forjado
na forma e no modo
virtualidade mundana
na sombra e no drama.
por pouco artifício:
não fosse a vida
generosa e hábil
largando suas pistas.
sincronia do instante
se apresenta sorrindo
quando largo o volante.
afagos avulsos
sussurros no escuro.
apuro o ouvido
colho conselhos
enfrento meus medos.
recupero o silêncio
me recolho
reconheço
escuto apenas
meu próprio desejo.
encontro forjado
na forma e no modo
virtualidade mundana
na sombra e no drama.
por pouco artifício:
não fosse a vida
generosa e hábil
largando suas pistas.
sincronia do instante
se apresenta sorrindo
quando largo o volante.
afagos avulsos
sussurros no escuro.
apuro o ouvido
colho conselhos
enfrento meus medos.
recupero o silêncio
me recolho
reconheço
escuto apenas
meu próprio desejo.
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
pós-festa
sala vazia pós-festa
ressaca entrando
por todas as frestas.
escada abaixo
passam os dias
recalques
descasos.
recolho latas
de risos e faltas.
revejo os passos
na pista de dança
no frio do asfalto.
murcha qual balão
sem tesão e sem ar
sozinha no salão.
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
eterno dezembro
todo dezembro
deixo um registro
pistas
surpresas
refúgios
cartas na mesa.
todo dezembro repito
ritual necessário
limpeza da alma:
roupa velha
saindo do armário.
pois foi 2014
de longe o melhor
tampouco o pior.
foi ano de vida
que abarcou vitórias
e também despedidas.
foi ano de dor
solidariedade
terapia intensiva
divãs de verdade.
encerramento de fase
recomeço
pássaro de tinta
voando sereno
transformando vento
em ar rarefeito.
deixo um registro
pistas
surpresas
refúgios
cartas na mesa.
todo dezembro repito
ritual necessário
limpeza da alma:
roupa velha
saindo do armário.
pois foi 2014
de longe o melhor
tampouco o pior.
foi ano de vida
que abarcou vitórias
e também despedidas.
foi ano de dor
solidariedade
terapia intensiva
divãs de verdade.
encerramento de fase
recomeço
pássaro de tinta
voando sereno
transformando vento
em ar rarefeito.
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