tentei eu
te carregar com leveza
equilibrar meu desejo
na tua incerteza.
achei que seria tu
só uma noite na fogueira.
então te chamei
meio curiosa
meio não sei
essa tua escuridão
que tanto me puxa
quanto me põe em fuga.
essa tua lascívia
mistura de hormônio e doçura
enche de saliva minha boca
e compromete minha cura.
investigo teus sintomas
buscando entender
que problema é o teu
mas minha obsessão
é também lucidez
e sei muito bem
que a louca sou eu.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
sábado, 14 de janeiro de 2017
negro amor
não quero em vai e vem
teu coração.
esse movimento
quero na cama
te beijando
e arrastando o colchão.
porque contigo
é puro deleite:
tem saliva e risadas
mostrando os dentes.
mas quando não
deixo-te solto
não aperto botão.
só quero que voltes
dia sim
dia não.
teu coração.
esse movimento
quero na cama
te beijando
e arrastando o colchão.
porque contigo
é puro deleite:
tem saliva e risadas
mostrando os dentes.
mas quando não
deixo-te solto
não aperto botão.
só quero que voltes
dia sim
dia não.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
sobremesa
enquanto tu andas
distraída pela rua
ouvindo música que nem é a tua
caldeirão ferve:
bactérias
surpresas
chuva nas férias
a vida é descontrole, baby
e tu ficas em casa
recuperando corpo e alma
te afogando em água
mas desejando uísque
ou um abraço distante
daquele que disse
não vem cardápio pra vida
tu pede a entrada
e te dão logo a saída
não tem reserva de mesa:
então acha um lugar
e se te servirem
come a sobremesa.
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
numa piscada
eu tava no chão:
agonizando no asfalto
me refazendo do não.
parada obrigatória da vida
que não brinca em serviço
e te aponta a saída.
engessada
aturdida
meio mocinha
meio bandida.
tanto tempo comigo me obriga
a olhar-me de dentro
em meio às cinzas.
reviro brinquedos
remexo feridas.
cada defeito
é uma pista.
eu tava no chão:
agonizando no asfalto
me refazendo do não.
parada obrigatória da vida
que não brinca em serviço
e te aponta a saída.
engessada
aturdida
meio mocinha
meio bandida.
tanto tempo comigo me obriga
a olhar-me de dentro
em meio às cinzas.
reviro brinquedos
remexo feridas.
cada defeito
é uma pista.
sexta-feira, 13 de maio de 2016
maio
dias de tormento
reais e concretos
dias de agonia
dias incertos.
dias inteiros
de espera em silêncio.
de driblar a espera
no meio do peito.
dias de extremos
de humores cáusticos
de soluços de pena.
não há conclusão no debate
se o jogo tá ganho
ou se deu empate.
só o tempo que sabe
o que guardo no corpo
escondido em disfarce.
reais e concretos
dias de agonia
dias incertos.
dias inteiros
de espera em silêncio.
de driblar a espera
no meio do peito.
dias de extremos
de humores cáusticos
de soluços de pena.
não há conclusão no debate
se o jogo tá ganho
ou se deu empate.
só o tempo que sabe
o que guardo no corpo
escondido em disfarce.
sábado, 16 de janeiro de 2016
existe amor em sp
pode
eu deixo
roça teu corpo em mim
arranha meu queixo.
porque tudo em ti
é pureza
carinho respinga dos olhos
afasta sombras
e incertezas.
porque as horas fluem
igual cachoeira.
tuas histórias me inundam
transbordam barreiras.
porque tuas cores me encantam
abrem clareiras.
porque tua voz me beija
me afaga no escuro.
acorda em mim
o melhor dos meus mundos.
eu deixo
roça teu corpo em mim
arranha meu queixo.
porque tudo em ti
é pureza
carinho respinga dos olhos
afasta sombras
e incertezas.
porque as horas fluem
igual cachoeira.
tuas histórias me inundam
transbordam barreiras.
porque tuas cores me encantam
abrem clareiras.
porque tua voz me beija
me afaga no escuro.
acorda em mim
o melhor dos meus mundos.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
vai, 2015.
pois é chegada a hora
de começar nosso adeus.
vai, 2015, encerra teu show.
no insuperável balanço dos anos
foste dos mais duros.
e como toda dureza
trouxeste lágrimas
melancolias
encerramentos
incertezas.
mas também trouxeste no pacote
maturidade
coragem
força
e contraste.
não te quero mal:
ao contrário.
agradeço cada dia
e cada sombra
que restava no armário.
trouxeste crianças
amores em forma de pureza.
e trouxeste ainda,
a minha nega teresa.
de começar nosso adeus.
vai, 2015, encerra teu show.
no insuperável balanço dos anos
foste dos mais duros.
e como toda dureza
trouxeste lágrimas
melancolias
encerramentos
incertezas.
mas também trouxeste no pacote
maturidade
coragem
força
e contraste.
não te quero mal:
ao contrário.
agradeço cada dia
e cada sombra
que restava no armário.
trouxeste crianças
amores em forma de pureza.
e trouxeste ainda,
a minha nega teresa.
Assinar:
Postagens (Atom)