então hoje
véspera do começo
borboletas e frio na barriga
lembro do primeiro dia:
fui encantamento
essa doçura que sorri em teu olhar
teus braços abertos
e aquela conversa que transpõe o tempo
sou surpresa
atordoada
me entrego à correnteza...
terça-feira, 27 de novembro de 2018
sexta-feira, 27 de julho de 2018
SEXTA-FEIRA, 27 de abril
Marquei o divã
na parte mais dolorosa
rasgando o corpo
a alma
as cascas
todos meus critérios
preconceitos
dogmas
mistérios
como um quebra-cabeça
alucinógeno
vou catando pedaços
pistas da verdade
piscando no espaço.
Até o acaso
vem me dar o braço.
Vejo tudo
o que não quero
e o que não repasso.
na parte mais dolorosa
rasgando o corpo
a alma
as cascas
todos meus critérios
preconceitos
dogmas
mistérios
como um quebra-cabeça
alucinógeno
vou catando pedaços
pistas da verdade
piscando no espaço.
Até o acaso
vem me dar o braço.
Vejo tudo
o que não quero
e o que não repasso.
segunda-feira, 9 de julho de 2018
música
nada me move mais
nada me tem
com tantos ais.
uma revolução interna
comoção de sinais
conjunção de projetos
fantasias fatais.
sempre me ajuda
lubrifica os canais
desentope os sentidos
me ajuda a ver mais.
ilumina meu dia
meu quarto
e tudo o mais.
nada me tem
com tantos ais.
uma revolução interna
comoção de sinais
conjunção de projetos
fantasias fatais.
sempre me ajuda
lubrifica os canais
desentope os sentidos
me ajuda a ver mais.
ilumina meu dia
meu quarto
e tudo o mais.
segunda-feira, 2 de julho de 2018
poema alupinado
foi mesmo
esse olhar ancestral
que me despiu
me fez corar
me fez gemer
me penetrou assim
cheio de justiça
meio sem licença
numa poça de querer
foi teu olhar ancestral
que buscou em mim a fêmea
meu desejo visceral
teu olhar ancestral
que me acende os mamilos
faróis táteis
na escuridão do lençol
tuas mãos hábeis
que tocando meus tambores
me derretem:
água e sal.
esse olhar ancestral
que me despiu
me fez corar
me fez gemer
me penetrou assim
cheio de justiça
meio sem licença
numa poça de querer
foi teu olhar ancestral
que buscou em mim a fêmea
meu desejo visceral
teu olhar ancestral
que me acende os mamilos
faróis táteis
na escuridão do lençol
tuas mãos hábeis
que tocando meus tambores
me derretem:
água e sal.
domingo, 22 de abril de 2018
Para Claudio
EU TE DISSE,
AMIGO
QUE EM BREVE
TUA ACIDEZ
VOLTARIA EM CASTIGO.
ESSE DE LEVE
QUASE UM AFAGO
TAPINHA DE DEDO
NA PONTA DO BRAÇO.
AZEDO AMIGO!
TE TENHO CARINHO
TEUS ÁCIDOS
SÃO UM CAMINHO
TUAS PALAVRAS NUAS
PORQUE DESPIDAS DE QUALQUER DOÇURA
SÃO APENAS VERDADES
ESPELHOS
E CURAS
PROMETI UM ROTEIRO
DE FILME
DE PEÇA
PRO AMIGO AZEDO
TE DOU UM POEMA
PORQUE TU É CHATINHO
MAS VALE A PENA.
AMIGO
QUE EM BREVE
TUA ACIDEZ
VOLTARIA EM CASTIGO.
ESSE DE LEVE
QUASE UM AFAGO
TAPINHA DE DEDO
NA PONTA DO BRAÇO.
AZEDO AMIGO!
TE TENHO CARINHO
TEUS ÁCIDOS
SÃO UM CAMINHO
TUAS PALAVRAS NUAS
PORQUE DESPIDAS DE QUALQUER DOÇURA
SÃO APENAS VERDADES
ESPELHOS
E CURAS
PROMETI UM ROTEIRO
DE FILME
DE PEÇA
PRO AMIGO AZEDO
TE DOU UM POEMA
PORQUE TU É CHATINHO
MAS VALE A PENA.
quarta-feira, 11 de abril de 2018
poema analisado II
dou mil voltas
em torno de mim
até que algo faça sentido
até que uma mão gentil
abafe esse ruído
acalme esse furor
que me corrói
meu inimigo.
sintoma
não é sentimento
é o que deu errado no sentir
é sentir com tormento.
em torno de mim
até que algo faça sentido
até que uma mão gentil
abafe esse ruído
acalme esse furor
que me corrói
meu inimigo.
sintoma
não é sentimento
é o que deu errado no sentir
é sentir com tormento.
poema analisado I
entrego-me ao sentir
me afasto do querer
te adorarei sozinha
olhando-te em silêncio
murmurando pensamentos
que são só meus
amorosos
intensos
aceito que são meus
desnecessário dividir
platonizo meu querer
faço do teu não
um amigo
me visto de calmaria
nela me abrigo.
me afasto do querer
te adorarei sozinha
olhando-te em silêncio
murmurando pensamentos
que são só meus
amorosos
intensos
aceito que são meus
desnecessário dividir
platonizo meu querer
faço do teu não
um amigo
me visto de calmaria
nela me abrigo.
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