contato
abertura de espaço.
novas misturas
de foco
de traço.
amplio meu mapa
aumento o passo.
quero a poeira
bem sentada.
quieta
absorta
em nome dos laços.
acomodada na melhor poltrona:
onde couber meu abraço.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
domingo, 7 de setembro de 2014
despedida
ainda não fui promovida ao divã
e já vejo
me vejo
me busco
me mexo.
mudança de foco
despedida do incerto
esvazio o copo.
não sem dor
vou deixando pra trás
amor às escuras
namoro sem par.
despedida imponderável
nunca antes pensada
até então
impensável.
mas necessária
urgente
libertária.
e já vejo
me vejo
me busco
me mexo.
mudança de foco
despedida do incerto
esvazio o copo.
não sem dor
vou deixando pra trás
amor às escuras
namoro sem par.
despedida imponderável
nunca antes pensada
até então
impensável.
mas necessária
urgente
libertária.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
digressão
Ontem troquei
minha falsa diversão
por um pedaço de vazio
minha amiga solidão.
é com gosto que fico
recolhida
pensante
escondida.
faço meu casulo
me importa cultivar meu mundo.
passo
mordisco
amasso
pedacinhos de passado
que ainda aparecem em sonho
digressão de espaço.
minha falsa diversão
por um pedaço de vazio
minha amiga solidão.
é com gosto que fico
recolhida
pensante
escondida.
faço meu casulo
me importa cultivar meu mundo.
passo
mordisco
amasso
pedacinhos de passado
que ainda aparecem em sonho
digressão de espaço.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
foi entre um tombo
e meia dúzia de rasteiras
que de há pouco
e forte como um soco
percebi o óbvio:
não é canudo
dinheiro
realeza
disfarce
escudo
que trazem alegria no dia.
cozinhar pros amigos
aqueles de verdade, sabe?
que sempre estão comigo.
presentes
falando
ouvindo
juntos
conscientes.
é o pão com manteiga
no fim de uma noite
de um dia de chuva
que te pegou como açoite.
é o que fica de bom
de cada pessoa
que oferece o melhor
o certo
que tem alma boa.
pode ser um recado
de uma ex-aluna
que no meio da tarde
me faz um agrado.
ou um pacote de balas
especialmente pra mim
no meio da sala.
tão claro
e tão raro
ver que o que importa
é mesmo o tato.
e meia dúzia de rasteiras
que de há pouco
e forte como um soco
percebi o óbvio:
não é canudo
dinheiro
realeza
disfarce
escudo
que trazem alegria no dia.
cozinhar pros amigos
aqueles de verdade, sabe?
que sempre estão comigo.
presentes
falando
ouvindo
juntos
conscientes.
é o pão com manteiga
no fim de uma noite
de um dia de chuva
que te pegou como açoite.
é o que fica de bom
de cada pessoa
que oferece o melhor
o certo
que tem alma boa.
pode ser um recado
de uma ex-aluna
que no meio da tarde
me faz um agrado.
ou um pacote de balas
especialmente pra mim
no meio da sala.
tão claro
e tão raro
ver que o que importa
é mesmo o tato.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
teoria do navio
até o sol
se cobre de nuvens.
a leveza do ar
se transmuda em chumbo.
intermináveis minutos:
de silêncios farpados,
muitos.
com tudo, contudo
mar revolto
confuso
deixa emergir
navios de apoio
e carinho mútuo.
surpresas sem fim
cada um trazendo um pouquinho
buscando o melhor
que guardo em mim.
se cobre de nuvens.
a leveza do ar
se transmuda em chumbo.
intermináveis minutos:
de silêncios farpados,
muitos.
com tudo, contudo
mar revolto
confuso
deixa emergir
navios de apoio
e carinho mútuo.
surpresas sem fim
cada um trazendo um pouquinho
buscando o melhor
que guardo em mim.
terça-feira, 17 de junho de 2014
fundo
pra dormir em paz
me enfrento
e só respeito
quem me enxerga
e me aponta o dedo.
gosto do confronto
luta de frente
olho no olho.
vou buscar lá no fundo
peixinhos brilhantes
todo dia mudando.
cada escolha
um preço
mas o meu bolso
é cheio.
me enfrento
e só respeito
quem me enxerga
e me aponta o dedo.
gosto do confronto
luta de frente
olho no olho.
vou buscar lá no fundo
peixinhos brilhantes
todo dia mudando.
cada escolha
um preço
mas o meu bolso
é cheio.
domingo, 8 de junho de 2014
frestas
parece que tem uma porta
que nunca se fecha
volta e meio o passado
encontra uma fresta.
pra dividir culpas
explicar despedidas.
mostrar o tamanho
que foi a batida
expor a cicatriz
marca de vida.
que nunca se fecha
volta e meio o passado
encontra uma fresta.
pra dividir culpas
explicar despedidas.
mostrar o tamanho
que foi a batida
expor a cicatriz
marca de vida.
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