sexta-feira, 13 de maio de 2016

maio

dias de tormento
reais e concretos
dias de agonia
dias incertos.
 
dias inteiros
de espera em silêncio.
de driblar a espera 
no meio do peito.

dias de extremos
de humores cáusticos
de soluços de pena.


não há conclusão no debate
se o jogo tá ganho
ou se deu empate.


só o tempo que sabe
o que guardo no corpo
escondido em disfarce.


sábado, 16 de janeiro de 2016

existe amor em sp

pode
eu deixo
roça teu corpo em mim
arranha meu queixo.

porque tudo em ti
é pureza
carinho respinga dos olhos
afasta sombras
e incertezas.

porque as horas fluem
igual cachoeira.

tuas histórias me inundam
transbordam barreiras.

porque tuas cores me encantam
abrem clareiras.

porque tua voz me beija
me afaga no escuro.

acorda em mim
o melhor dos meus mundos.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

vai, 2015.

pois é chegada a hora
de começar nosso adeus.

vai, 2015, encerra teu show.

no insuperável balanço dos anos
foste dos mais duros.

e como toda dureza
trouxeste lágrimas
melancolias
encerramentos
incertezas.

mas também trouxeste no pacote
maturidade
coragem
força
e contraste.

não te quero mal: 
ao contrário.
agradeço cada dia
e cada sombra
que restava no armário.

trouxeste crianças
amores em forma de pureza.

e trouxeste ainda,
a minha nega teresa.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

de fachada

visto minha cara educada
pra ver contigo a fachada.

fissuras no meu concreto
antes expostas
despidas 
abertas.

já te pedi ajuda
pra curar a dor
da falta tua.

já te implorei distância
pra entender teu silêncio.

teu amor
sem apego.

hoje te vejo
tão diferente
e tão do mesmo.

um abraço entrega
tua faísca
e deixa teu cheiro.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

sonegação

não te importa com o que dou
porque tua parte na conta
não queres pagar.

não sonego sentimento
abri a porta devagar.

entrou tua essência
teu cabelo
que cheiro com paciência.

levo tudo 
pro coração
acomodo no peito
tua tensão.





segunda-feira, 26 de outubro de 2015

23.09.2015

adoro cheiro de esmalte
de olhar o vazio úmido da noite.

quando tudo se aquieta
e poucas luzes
e poucos carros
percorrem ruas vazias.

adoro pessoas que riem
cheiro de gengibre
limão siciliano
lavar o cabelo
toques insanos.

gosto de lençol esticado
frescor de roupa lavada. 

meu olhos
são meu nariz.

minha pele, matriz.

obsessão

obsessão
podia ser meu nome.

é essência
perfume que me consome.

entra no ouvido devagar
e se espalha
em todo lugar.

repito
revejo
reflito 
prometo.

desligar
parar
calar minha cabeça
fechar meus olhos.

deixar que se vá
que desapareça.

mas fracasso
e te chamo.

penso
repenso
observo
condenso.

aperto o repeat.

até que outra música
me faça virar

o lado
o disco

meu play do amar.